05 fevereiro 2009

Maracujá e Mangaba.

Acho que triste é a palavra mais exata pra expressar o meu estado de espírito no momento. Mas o pior é que não é triste por algo que realmente mereça estar triste, é pelo meu querido defeito, ser possessiva. Ai como isso me atrapalha nas horas das minhas soluções práticas. Se não fosse a agonia que me dar de imaginar alguém gostando menos de mim, de ficar sem uma certa atenção que já me acostumei a ter, estaria muito bem agora e já teria mandado tudo para as cucuias.
Mas não, aqui estou ouvindo Chico, partindo pra Elis, Tom, Vinicius...
E o pior é pensar que a culpa talvez seja minha. Mas, “mais pior” é pensar que o melhor foi ter acontecido isso, que estava certa em naquele dia não ter dito nem feito absolutamente nada, de ter me segurado todas as vezes possíveis, e mesmo assim nada disso me deixa completa nem satisfeita. Isso me incomoda, mas sei que estou certa. Mas, não me completa! Ahhhh! Vou ficar repetindo isso dez mil vezes.
Senti-me bem com o nosso reencontro casual, com nossa conversa parnasiana, mas mesmo assim foi estranho.. acho que acabou mesmo sem nunca tendo começado. Sem os toques das mãos, os olhares, os convites... ai como doeu. Mas apesar de você ter me feito achar tudo estranho, me disse até amanhã...
- Mas não tenho aula..
- Mas você vem pra cá não vem?
- Venho.
- Então nos veremos.

Então até amanhã. Talvez hoje tenha sido um dia ruim. Ou não... =/


“Não me leve a mal
Me leve à toa pela última vez
A um quiosque, ao planetário
Ao cais do porto, ao paço

O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo

Não se atire do terraço, não arranque minha cabeça
Da sua cortiça
Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?
Pense que eu cheguei de leve
Machuquei você de leve
E me retirei com pés de lã
Sei que o seu caminho amanhã
Será um caminho bom
Mas não me leve...”




2 comentários:

Rhayssa Lima disse...

Acho que tia tinha dito para não ir, né?!

Ah, impulsividade maldita!

Érica Neves disse...

é um dia ela me mata! a impulsividade é claro!

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