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06 julho 2010
Óleo e Água.
Senti a sensação mais estranha do universo, angústia e felicidade. É o mesmo que tentar mistura óleo na água, não dá, mas era exatamente o que sentia.
Cheguei a conclusão que as coisas realmente tem seus momentos, seus instantes exatos para acontecer e se não acontecem é porque não era para acontecer, e mesmo as partes pensando diferente, não vai mais acontecer se já passou o tempo.
Nem lembro mais se passaram seis meses ou um ano, e nenhum de nós teve a coragem de dar o ponta pé inicial, nenhum de nós dois quis assumir a responsabilidade de dar início ao primeiro tempo. Hoje, agradeço por isso. E é nesse ponto que entra o dilema da minha angústia e da minha felicidade.
Apesar disso, de vez em quando criamos situações que só nós entendemos, porém, nada além da situação, que fique bem claro. Mas parece que quando a situação pode ficar propícia demais, todos os astros conspiram...conspiram... a nosso favor. Não sei se vou conseguir explicar... Ok, não vou conseguir explicar, sem explicar e eu não vou explicar, entendeu? Apenas tenho certeza que não é pra acontecer, e que não vai acontecer e isso me angustia, mas estou muito feliz em me sentir assim.
E você, tá bem?
Ganhei o dia.
28 outubro 2009
Anjos e Demônios.

Nem sei por onde começar, sei que mudei toda minha política de fazer a egipícia com ele hoje. Fui pega de supresa. Aquela não era a hora certa. Não pude resistir, branco é um cor que me desconcentra e branco comibinado com verde. Gee.
Fui lá e aquele sorriso caloroso de velhos, nem tão velhos, tempos me fizeram quase babar. Eu sei, eu sei, sou louca. Eu não devia nem pensar em babar. Ele quebra todas as regras que eu mesma fiz. Ele garante minha passagem para o inferno sem direito a escala no purgatório. Mas, eu juro que não consigo.
E lá fui eu, conversas, mãos dadas, cosquinhas, braços dados, corpos juntos, sorrisos, risos, brincadeiras, tremedeira, taquicárdia. E seguindo tudo isso, um anjo e um diabo. Uma mente culpada e uma vontade avassaladora.
Segundo uma amiga, ela leu em algum artigo psicológico que as vezes a gente pensa tanto no próximo, que esquece de si próprio. Ficamos nos privando de fazer coisas que temos vontade, para o bem do outro que acabamos no divã de um psicólogo.
A próxima oportunidade que ele me der, juro que não vou desperdiçar.
Se ele me disser: "Vamos falar sobre nós?"
Eu juro que nem falo.
18 agosto 2009
Eu sei o que você fez no semestre retrasado.

Lá estávamos como a um ano atrás, conversando como se os seis meses que terminaram não tivessem existido.
-Em termos didáticos é muito melhor você aprender uma lingua nova com alguém que saiba falar a sua lingua nativa.
No meio as explciações, teorias, e os olhos verdes que a terra há de comer, existia a face encantada de alguém que não sabe, nem gosta de disfarçar o que sente. Em meio a essas circustâncias, ela recebe em troca os olhos verdes que compreendem aquele sentimento, e se encabula por ele existir, ou talvez até a ache tola, já que lhe deu a chance de resolver essa "tensão" e ela não aproveitou.
Estaria morta se arrependimento matasse.
Mas, pra ela o sentimento de recomeço está no ar. Parece que ela tem a chance em suas mãos, e é a última. Talvez, aquele não fosse o momento certo, mas agora é. Nem precisou procurar, ele caiu de pára-quedas bem em "sua" sala.
Agora só falta concretizar, porque o restante já aconteceu.
My B. will you let me? I want you.
Não sei se o acaso quis brincar
Ou foi a vida que escolheu
Por ironia fez cruzar
O seu caminho com o meu.
Acaso - Ivan Lins
27 março 2009
Torturosas Sombras.

O que a Dr. Vera me diria agora? Acho que tenho algum tipo de transtorno, odeio minhas mudanças de humor repentinas, por causas infundadas. Também detesto meu ciume por coisa também infundadas.
Mas, admito, estou triste. Sempre fico estranha quando as "coisas" fogem ao meu controle, mas normalmente isso acontecia quando eu não tinha, e nem queria as coisas de fato, mas desta vez... não.
Sempre que minha mente resolvia lembrar, me perguntava: "Por que não fiz nada?". Por que não aceitei a sugestão de um papo tão interessante, porque não fiz o que sabia que queríamos, porque ele não me evitou essa tortura e fez o serviço por mim? Por que? Por que?
Sempre detestei a sensação que a palavra "se" me traz.
Saudade das nossas conversas, das nossas mãos que se tocavam "sem querer", das cosquinhas, dos sucos, de ficar babando os "...olhos que o diabo lhe deu...", estou com inveja dela agora está com você nos intervalos que eram meus.
Sad.
Do you know?
No, you don't know.
As paredes que dividem:
by me,
churumelas,
Jr
05 fevereiro 2009
Maracujá e Mangaba.
Acho que triste é a palavra mais exata pra expressar o meu estado de espírito no momento. Mas o pior é que não é triste por algo que realmente mereça estar triste, é pelo meu querido defeito, ser possessiva. Ai como isso me atrapalha nas horas das minhas soluções práticas. Se não fosse a agonia que me dar de imaginar alguém gostando menos de mim, de ficar sem uma certa atenção que já me acostumei a ter, estaria muito bem agora e já teria mandado tudo para as cucuias.Mas não, aqui estou ouvindo Chico, partindo pra Elis, Tom, Vinicius...
E o pior é pensar que a culpa talvez seja minha. Mas, “mais pior” é pensar que o melhor foi ter acontecido isso, que estava certa em naquele dia não ter dito nem feito absolutamente nada, de ter me segurado todas as vezes possíveis, e mesmo assim nada disso me deixa completa nem satisfeita. Isso me incomoda, mas sei que estou certa. Mas, não me completa! Ahhhh! Vou ficar repetindo isso dez mil vezes.
Senti-me bem com o nosso reencontro casual, com nossa conversa parnasiana, mas mesmo assim foi estranho.. acho que acabou mesmo sem nunca tendo começado. Sem os toques das mãos, os olhares, os convites... ai como doeu. Mas apesar de você ter me feito achar tudo estranho, me disse até amanhã...
- Mas não tenho aula..
- Mas você vem pra cá não vem?
- Venho.
- Então nos veremos.
Então até amanhã. Talvez hoje tenha sido um dia ruim. Ou não... =/
“Não me leve a mal
Me leve à toa pela última vez
A um quiosque, ao planetário
Ao cais do porto, ao paço
O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo
Não se atire do terraço, não arranque minha cabeça
Da sua cortiça
Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?
Pense que eu cheguei de leve
Machuquei você de leve
E me retirei com pés de lã
Sei que o seu caminho amanhã
Será um caminho bom
Mas não me leve...”
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