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17 junho 2009

Absurdo.


O Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta quarta, acabar com a obrigatoriedade do diploma universitário para o exercício do jornalismo.
De acordo com o Supremo a exigência do diploma para jornalistas fere a liberdade de expressão, um direito garantido pela Constituição.
O engraçado é que a constituição garante tantas coisas à seus cidadãos, e esse Estado que não pode restringir a liberdade de expressão, pode restringir direitos básicos a esses mesmo cidadãos.
Mas, o que tem a ver diploma com liberdade de expressão mesmo?
Hoje em dia qualquer um pode escrever onde quiser e bem entender, mas isso não significa que essa pessoa tenha qualidade pra interferir na vida de pessoas. Que existe mau exercício da profissão, caro ministro Cezar Peluso, existe sim, como em qualquer outra profissão. Mas, existirá muito mais.
Ah, Sr. Carlos Ayres Britto, o senhor está corretíssimo em dizer: "..que em parte é literatura, arte, muito mais do que ciência, muito mais do que técnica." É realmente muito mais do que isso, por isso mesmo deve-se "fechar" as portas dessa atividade comunicacional. Comunicação não é brincadeira.
Não passamos 4 anos na faculdade simplesmente aprendendo técnicas. Aprendemos ética, filosofia, cultura, música, sociologia, artes, história, entre muitas outras coisas. Enriquecemos nossa bagagem para poder proporcionar as pessoas, algo decente.
Infelizmente, só o ministro Marco Aurélio de Mello, entende a responsabilidade que é carregar esse nome. “Penso que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional que repercute na vida dos cidadãos”.
Não pensem que nós deixaremos isso assim.



UM MUNDO QUE BUSCA RESPOSTAS,
PRECISA DE JORNALISTAS.

29 abril 2009

Profissão, jornalismo






Jornalismo é profissão vocacional. Não importa se é noite, férias, final de semana. Não importa, também, o assunto. É lógico que todos nós nos identificamos com temas, mas quando você é jornalista, a vontade de saber, conhecer e a de testemunhar os fatos são maiores, movem você. Ser jornalista é querer estar onde a história - do bairro, da cidade ou da humanidade - estiver acontecendo. Ou seja, ser jornalista é ser repórter.

As redações, sejam as de tv, rádio, impresso, internet, assessorias de imprensa, têm basicamente a mesma estrutura. E, em qualquer uma delas, a makingoff é, pelo menos para mim, soberana. Além disso, um repórter completo pode assumir qualquer cargo, em qualquer redação, e colaborar, decididamente, para a melhor reprodução de um fato. Senão, o que é um bom produtor? Um bom editor? Um bom chefe?? Essencialmente, ele é um bom repórter.

Chegamos aqui a mais grave distorção que vejo nas redações, hoje, principalmente as redações de televisão, onde me formei. A pressão por produtividade e a necessidade de economia de recursos são, quase sempre, incompatíveis com o tempo necessário à formação de um repórter. Ele acaba sendo levado às histórias para as quais não está preparado sob o guarda-chuva de um editor ou produtor que, no caso, é o verdadeiro repórter do fato. É o apurador. E o repórter, aquele que mostra a cara no vídeo, não aprende a apurar, não desenvolve maturidade no trato com a notícia, não fica pronto para as grandes histórias. Dele só se espera que tenha boa apresentação, boa dicção e alguma disposição. E cada vez há menos grandes e boas histórias no ar. É preciso saber contá-las. E poucos sabem, hoje em dia.

Não quero parecer uma velhota ranzinza, daquelas que começam cada frase com um ?ah, no meu tempo...?. Mas honestamente, vejo cada vez menos, entre os mais jovens, a vontade de ser repórter. E aí chegamos à outra ponta dessa escola deformada. Aquela que enche as faculdades de comunicação de pessoas que não querem ser jornalistas ? querem, isso sim, ser famosos! A cultura das celebridades chegou, infelizmente, ao universo dos profissionais que fazem jornalismo para a televisão. E distorceu sua missão. Para muitos meninos e meninas que tenho visto cursando a faculdade de comunicação, pouco importa se o emprego futuro será como repórter ou como ?moça do tempo?. Importa aparecer na tv. E ser reconhecido nas ruas.

Essa tragédia global da celebridade instantânea começa a corroer a noção daquilo que leva, ou deveria levar, qualquer um à fama: aquilo que se produz. Já não é preciso dedicar-se a uma tarefa, ser bom naquilo que se faz, destacar-se dos demais pela qualidade do seu trabalho. Para ficar famoso, hoje, basta aparecer. Basta expor sua intimidade num reality show durante algumas semanas, e surfar na onda da badalação imediata. Pobres moços, como diria o poeta.

Tenho tentado, nos últimos anos, preservar o máximo daquilo que considero importante. E viver de acordo com o que considero essencial. Minha escolha pelo jornalismo foi movida pelo romântico desejo de presenciar a história, e registrá-la. Tenho orgulho do que acumulei em produção nesse caminho. Se fui colhida pelo culto aos que aparecem na tv em minha trajetória profissional e virei, eu também, celebridade, esta não foi uma escolha.

Se você quer ser jornalista, faça suas escolhas. E preserve o que de mais nobre há na profissão. Seja um curioso. Informe-se sobre os fatos. Conquiste suas fontes de informação. Certifique-se de que são confiáveis (fontes serão, em sua carreira, quase tão importantes quanto o próprio fato!). Não reproduza o boato. Não faça prosperar o preconceito. Não cultive a preguiça. Nunca se afaste da verdade. Seja um crédulo. Seja um repórter.


Ana Paula Padrão







É revigorante depois de tanto tempo, ler algo dela e me sentir a mesma menina de 10 anos querendo ser jornalista. Ela é o primeiro motivo de eu está onde estou. E ela continua motivando eu querer ser quem quero. Meu primeiro código de ética dos jornalistas.

Aii.. nem sei o que dizer, sinto-me perdida nesses olhos de jaboticaba.


"...She
May be the face
I can't forget.
A trace of pleasure or regret
...
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past.
That I'll remember till the day I die..."

03 abril 2009

Filô!

Legenda - Em baixo: Immanuel Kant, Karl Marx, Roland Barthes e Michael Foucault.
Em cima: Sócrates, Ludwig Wittgenstein, Jean Paul Sartre, Friedrich Nietzche.


Faço a prova de filosofia terça, me recuso tirar nota baixa!




Ahhhh descobri nomes pros meus futuros filhotes, mas, nem mãe nem Bárbara gostaram, porém os nomes são lindos e sábios! Oa só:



Philos, Logos e Sophia.
^^ num são lindos???
O amor, a razão e a sabedoria.



Aiai...

26 janeiro 2009

Apoiadíssimo!

Essa PORRA não virou BORDEL!
A gente estuda pra poder oferecer um jornalismo de qualidade e querem fazer com que qualquer um seja jornalista. Jornalismo não é brincadeira, é um compromisso ético com a sociedade!

"O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter." (Cláudio Abramo)

01 setembro 2008

Voltei a escrever por que senti saudade.

Geeeeente.
Pausa pra descanso...
Até que parei algumas infinitas vezes aqui na frente do PC, porém, sempre pra fazer algo, e senão, não tinha forças mentais suficientes...

Semana passa teve na faculdade a 6ª Semana de Integração Universidade Sociedade. Eu e algumas meninas lá da minha sala nos inscrevemos como voluntárias da Assessoria de Comunicação (Assecom) da facul. ^^

Tipo, todo dia íamos à Assecom, buscávamos uma pauta e tínhamos que ir cobrir algum evento e depois escrever a matéria, que era editada devido ao nosso 1º, mas super feliz período. Foi cansativo, mas muitoooooo legal. Cada vez mais, a certeza de que não poderia fazer outro curso aumenta.

E aí embaixo estão às três matérias que escrevi para o Boletim UNICAP.

Minicurso de Desenvolvimento Regional e Urbano

Por Érica Neves


Como parte da 6ª Semana de Integração da Católica, ocorreu o minicurso Desenvolvimento Regional e Urbano, ministrado pelos professores do curso de Economia da Universidade Ana Cláudia Arruda e Dinilson Pedroza. As aulas tiveram como objetivo salientar o pensamento crítico e reflexivo sobre a economia do espaço urbano, seu desenvolvimento e tendências.

No primeiro encontro, a professora Ana Cláudia fez uma abordagem mais teórica. Explanou sobre os autores clássicos do pensamento econômico regional e a teoria de desenvolvimento com ênfase nos fatores de aglomeração.

Já a aula de encerramento, na quinta-feira (28), teve um direcionamento mais prático. O professor Dinilson analisou as experiências e problemas regionais e internacionais, desenvolvendo a temática em torno da Sudene. Assim, os participantes tiveram uma análise sobre as experiências práticas da Economia Regional. “Gostei muito do minicurso. Principalmente da segunda aula, por que levou muito mais para o nosso dia-a-dia”, disse a estudante de Economia da Católica, Mariana Meira.

Pró-reitor Acadêmico lança livro na 6ª Siucs

Por Érica Neves e Mayara Spoladore


Na noite desta terça-feira (26), dentro da programação da 6ª Semana de Integração da Católica, foi lançada a 2ª edição do livro “Em Toda Parte e em Nenhum Lugar: A Formação Pedagógica do Professor de Filosofia”, do Pró-reitor Acadêmico, professor Junot Cornélio Matos. O lançamento ocorreu no auditório do bloco B, às 20 horas, logo após a abertura da 29ª Semana de Filosofia.

O livro, resultado da tese de doutorado do professor Junot, aborda a formação pedagógica dos professores de Filosofia. Segundo ele, “a educação tem que ser sedutora. E, para isso, os professores têm que ser competentes, ou seja, capazes de seduzir os alunos a se interessarem por sua disciplina.”

Para embasar a sua tese, o Pró-reitor utilizou vários recursos históricos, entrevistas e artigos publicados. Hoje, o livro serve de base para várias outras pesquisas.

Minicurso aborda estudo sobre leveduras

Por Érica Neves e Mariana Barros


Nessa segunda-feira (25) teve início o minicurso de “Mapeamento, Quantificação e Identificação Molecular de Leveduras de Processo e Contaminantes de Fermentação Alcoólica Industrial e sua Interferência na Bioprodutividade”, ministrado pelos professores João Assis Scavuzzi Menezes e Benereuza Tavares Ramos Valente Brasileiro.

O objetivo do curso é a aplicação dos recursos genéticos como ferramentas de monitoramento industrial. Além disso, quem compareceu pôde adquirir conhecimentos acadêmicos sobre o mapeamento, quantificação e identificação das leveduras, popularmente conhecidas como “fungo da cerveja”, e a utilizá-las de forma adequada nas indústrias.

O minicurso foi aberto ao público em geral. Entre eles, encontravam-se alunos de biomedicina e biologia. “Achei super legal o fato dos minicursos serem aberto ao público” disse, a estudante de Biomedicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Najia Freire, que soube da 6ª Semana de Integração, através de um amigo que cursa Fisioterapia na Católica. A atividade continua na próxima quarta-feira (2) das 18h às 22h, na sala 824 do Bloco B.

20 agosto 2008

Amando muito tudo isso.

Cara a facul é algo sensacional...
Tipo...
Peguei elevador com Ariano Suassuna. Tive um palestra com Francisco José e talvez tenha uma com Sonia Bridi.. tipo, baba caindo, olhos brilhando.





Raissa, Eu, Francisco José e Mayara. (L) /baba *2

Foto: Gabriela Alcântara

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